Por Marllon Gauche

Com um release recente aqui na Nin92wo, podemos dizer que Ahmad Hammoud aka Cubestar fez sua estreia em grande estilo na gravadora. Sua produção Relativity chamou nossa atenção logo no primeiro minuto por sua atmosfera introspectiva, desenhada de maneira dinâmica e envolvente por todo decorrer da música. A linha criativa presente em suas produções conquista quem ouve e é merecedora de destaque.

Seu estilo sonoro único e futurístico é perceptível também em suas outras produções, como no EP Evidence of Time Travel, com faixas que alcançaram um ótimo posicionamento dentro do Beatport. Apesar do hiato em seus lançamentos, Cubestar chegou até a Nin92wo e coroou sua estreia com um trabalho digno para estar em nosso catálogo. Aproveitando o momento, ele respondeu nove perguntas sobre seu perfil artístico e visão do cenário. Confira:

Quando a música passou a ser mais que um simples hobby na sua vida?

Na minha adolescência, eu conheci dois caras que mudaram o meu jeito de entender a música, Pérsio Arantes e Ricardo Cirilo. No auge da cena trance nacional lá em 2006, eles tinham uma rotina de gigs grandes e eu tive o privilégio de poder acompanhá-los nos palcos e no estúdio. Dali em diante passei a ver a música com mais seriedade e compromisso.

Como funciona seu processo criativo atualmente?

Cada música é uma história diferente e pede um processo de criação diferente, mas a grande maioria começa com um groove na drum-machine e mãos no teclado (todas as harmonias das minhas músicas são tocadas, eu dificilmente programo alguma coisa direto no mouse).

O que uma pista precisa ter para se tornar especial?

Conexão, energia e paixão pela música.

Como você enxerga o atual momento do cenário techno nacional?

Fantástico, mais uma vez o Brasil está passando por uma transformação musical muito intensa, o público está super receptivo a novas sonoridades e os artistas nacionais estão fazendo um trabalho surpreendente, inovando e evoluindo ainda mais o nosso cenário.

Qual a situação mais curiosa que você já passou trabalhando com música?

Foi em fevereiro de 2014 em uma noite histórica de um club paulista com um grande DJ italiano. No auge da noite aconteceu algum desentendimento entre o DJ e a organização da casa, ele simplesmente parou o som pegou as coisas dele e foi embora super aborrecido. Aproveitei a oportunidade para substituí-lo e essa foi a primeira noite inesquecível do Cubestar.

Por quê Cubestar? Como você chegou neste nome?

Combinando um pouco de geometria e astronomia, que são ciências que me inspiram nas criações de estúdio e em todo o contexto artístico do projeto.

Como é seu relacionamento com o time Nin92wo?

Inspirador. Sempre acompanhei de perto os releases e artistas da Nin92wo e acredito que seja um dos selos de maior relevância nacional quando se fala em techno.

Fale um pouco sobre seus planos para 2019.

Passei os últimos dois anos preparando e compondo faixas com uma dinâmica específica para execução do meu live. Agora, em 2019, vem a conclusão disso tudo, junto com muita ansiedade [risos].

Qual foi a experiência mais marcante da sua carreira até aqui?

É muito difícil escolher um único momento depois de trabalhar com tantas pessoas incríveis e eventos memoráveis. Mas algo que está sempre fresco na minha memória é uma gig com o Victor Ruiz na Clash Club em 2015, acho que foi a noite mais intensa que eu tive a oportunidade de tocar.

Force on the dance floor.

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