Any Mello é, sem dúvidas, uma artista inspiradora, seja para quem está inserido na indústria musical ou mesmo para quem acompanha apenas do lado de fora. Nos últimos dois anos ela se reinventou, se redescobriu e se transformou em uma profissional com muito mais para mostrar e compartilhar.

Any se mudou para Berlim há cerca de 11 meses em busca de seus sonhos e, até então, tem alcançado muitos deles. Lançou produções importantes (incluindo o EP Pluto, aqui na Nin92wo), tocou em lugares fantástico como o Sisyphos e agora retorna à América do Sul para uma turnê de pouco mais de um mês.

Nesta sexta (06), ela será headliner da nossa Shadow e nós estamos extremamente empolgados com a estreia. Aproveitamos sua vinda e a convidamos para participar da nossa coluna 9Questions, respondendo algumas perguntas feitas pela nossa equipe. Confira o bate-papo e garanta seu ingresso antecipado aqui para viver mais uma noite de muito techno.

Oi, Any! Obrigado por conversar com a gente. Primeiramente, por que a aposta no techno? Qual a característica mais bela que você enxerga nele? 

Techno sempre foi o estilo musical que mais me encantou. Não conseguiria apostar em outro além desse! Eu amo suas características e pra mim, a mais bela são os timbres. Sou louca por sons esquisitos! 

Quais foram os principais desafios na transição de VJ para produtora musical? 

Aprender a manipular um novo programa do 0. Eu já estava estabilizada como VJ e em uma zona de conforto, recomeçar do início em outro nicho foi um grande desafio! Até porque eu nunca tive base nenhuma musical e tive que me dedicar — e ainda me dedico — para entender o que fazer. 

O que de mais proveitoso a residência em Berlim agregou no seu perfil artístico?

Sem dúvida a minha entrada no maior e melhor complexo de estúdios que tem lá, o Riverside Studios. Eu vou trabalhar todos os dias empolgada! Estou evoluindo muito rapidamente. 

Quem são suas principais referências atualmente na discotecagem e na produção musical?

Eu gosto muito do Rodhad, Shlømo, Keith Carnal, ALPI, Emmanuel, entre outros.

Você é uma artista inspiradora, seja com suas palavras, seja com suas músicas. Quais artistas também te inspiram?

Todos os que tiveram que dar a volta por cima, se superar, que acreditaram em suas músicas e lutaram por seus sonhos! Então basicamente todo mundo, porque pra começo de conversa, quem escolheu essa profissão ou já passou, ou vai passar por tudo isso um dia! 

O que uma produção precisa ter para ganhar a pista e o que a pista precisa ter para se tornar especial?

Depende da música, depende da pista! Eu noto aqui na América do Sul que as pessoas gostam de melodia, break, bateria mais completa. Na Europa, isso também funciona, mas um techno mais reto e pesado sem muito break vai até melhor! 

Pra mim o que torna uma pista especial é a capacidade das pessoas de aproveitarem o momento, sem esperar que seja de um jeito específico/determinado. Apenas estão ali ouvindo, dançando e aproveitando o que o DJ está apresentando, sem julgamento, sem expectativas. 

Qual música não sai do repeat no momento?

Petrichor – After Velvet (Echoplex Soleil remix)

Grandes palcos e pistas mais intimistas. Que formato te atrai mais e por quê?

Ambos! Cada um com seu charme… Mas confesso que tenho uma queda por grandes palcos.

Quais os momentos mais marcantes da carreira solo até aqui? Alguma gig inesquecível?

Sim, na verdade tenho muitas gigs inesquecíveis, mas citarei apenas 2 que são recentes. Uma foi o Carnavibe em Curitiba, minha maior pista até agora na carreira solo. A segunda foi no Sisyphos, um club de Berlim onde toquei o melhor set da minha vida! Tive a liberdade de fazer o que eu queria e as pessoas gostaram muito, liberdade é tudo.

Force on the dancefloor.

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