Mais do que nunca, agora já podemos dizer: Gabriel Moraes é parte da família Nin92wo. Seja com suas belas produções ou compartilhando conhecimentos relevantes aqui no blog, Gabriel tem se mostrado engajado com os ideais da Nin92wo e isso deixa nosso time muito orgulhoso.

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A coroação desse importante momento veio com o lançamento do EP M E N D, disponível a partir de hoje nas plataformas digitais. Com 4 faixas originais, uma delas em parceria com Rafael Cerato, o EP confirma a excelente fase de Moraes no estúdio e o coloca no patamar dos grandes produtores do momento no cenário nacional. No embalo do lançamento, convidamos Gabriel para uma short interview:

1 – Fale sobre seu relacionamento com a Nin92wo até aqui:

Sempre admirei o trabalho da Nin92wo, poucas labels brasileiras sabem fazer um trabalho sério e consistente como vocês. Esse EP será meu segundo lançamento na gravadora, o primeiro foi um remix da faixa Maravalhas para o Monobloq. Acredito que esse release veio na hora certa para meu primeiro lançamento individual pela gravadora.

2 – Como funciona seu processo criativo hoje?

Geralmente eu procuro buscar inspiração ouvindo musicas de diversos estilos antes de começar a produzir. Depois que eu abro um projeto novo, tento seguir uma “linha de produção” que acabei desenvolvendo com o tempo. Geralmente começo criando a bateria e precursões, depois procuro colocar algo que defina o tom da musica, seja baixo, vocal ou synths. Quando já tenho uma base legal de bateria e uma melodia definida, tento procurar sons e elementos que acrescentem ao resto da base. Depois é só uma questão de criar um arranjo que faça sentido com intro, breaks, versos, etc.

3 – Quais são as principais habilidades em comum entre um bom DJ e produtor?

Nos dias de hoje existem diversos profissionais que atuam como DJ e produtor musical, mas a diferença entre as duas profissões é grande. Eu acredito que independentemente disso, os dois profissionais devem ter a sensibilidade para entender o que funciona para o ouvinte, saber combinar diferentes sons e/ou musicas de uma forma que faça sentido e seja prazeroso de ouvir, tanto na hora de produzir uma faixa autoral ou na hora de mixar duas musicas juntas em um DJ Set.

4 – Qual foi o momento mais difícil que você passou na carreira?

Felizmente ainda não passei por nenhum momento de extrema dificuldade que tenha me feito desistir ou largar tudo. Acredito que grande parte dos produtores e DJs já passou por dificuldades financeiras por ficar algum tempo sem tocar e essa instabilidade faz muitos desistirem, mas como produtor eu estou sempre procurando novos desafios dentro e fora da musica eletrônica, acho que quanto mais completo o profissional é, mais oportunidades aparecem.

5 – E o mais especial?

O momento mais especial na minha carreira até hoje foi minha primeira tour internacional na Austrália, com certeza essa memoria ficara guardada pra sempre no coração. Acabei criando uma relação muito legal com o publico australiano, espero poder voltar mais vezes para mostrar meu trabalho do outro lado do mundo.

6 – Fale sobre a parceria com Rafael Cerato em umas das faixas desse próximo EP?

A faixa Kiev foi a terceira faixa que eu e o Cerato produzimos juntos, como moramos em países diferentes nosso processo criativo é totalmente pela internet, geralmente ele manda uma ideia para eu trabalhar em cima e ficamos no bate-volta do projeto até que o som esteja agradando os dois. Nessa faixa em particular ele convidou o cantor Haptic para gravar os vocais e o resultado ficou muito legal.

7 – Quais foram os suportes mais especiais/importantes que você já recebeu?

As vezes eu até desacredito em alguns dos suportes que já recebi, sou extremamente grato pelo reconhecimento do meu trabalho por algum dos meus ídolos. Dentre os suportes estão Solomun, Eric Prydz, Markus Schulz, Agoria, POPOF, Anna, Thomas Schumacher, D-Nox entre outros. Em breve também será o lançamento do EP ‘Die Hölle Remixes’ com participação do Dusty Kid e Citzen Kain, outros ídolos que sempre admirei muito.

8 – Como você avalia o atual momento da cena nacional?

Acho que a cena nacional tem evoluído bastante, vejo festas cada vez melhor estruturadas, grandes festivais internacionais vindo para o Brasil e os núcleos nacionais também não estão desapontando com ótimas festas e line-ups de primeira!

9 – Quem são suas grandes referências, dentro e fora da música eletrônica?

Meu background musical vem do Rock. Desde criança meu pai sempre botou bandas clássicas do rock e metal para eu ouvir e esse foi o som que cresci ouvindo. Com o tempo fui conhecendo um pouco mais da musica brasileira e também musica eletrônica. Tenho referencias de todos lados, acho que seria injusto citar referencias especificas pois cada uma foi especial em um período da minha vida e eu poderia fazer uma lista enorme aqui.

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