Fabio Alienato é uma figura chave no desenvolvimento da cena eletrônica de Goiânia e região. Com uma carreira ativa desde os anos 90, Alienato acompanhou de perto diferentes momentos deste cenário e manteve-se sempre em busca da evolução. Desde 2006, ele passou a lançar suas próprias faixas, desenvolvendo assim um perfil sólido como produtor musical. Fractal Universe, seu último lançamento, foi lançado via free download pela Nin92wo e no embalo deste release convidamos Fabio para participar do nosso 9Questions. Confira abaixo:

BAIXE GRATUITAMENTE FRACTAL UNIVERSE

1 – Quando a música entrou na sua vida?

Em meados dos anos 90 eu já comecei a ter contato com o universo das mix tapes que alguns DJs começavam a distribuir. Eram etilos diversos como synth pop, miami bass, dance music e outros. Teve um programa que era transmitido pela Rádio Mundial AM do Rio de Janeiro que foi fundamental na formação do meu interesse pelo universo da música eletrônica em especial pela cultura DJ. O programa se chamava Ritmos da Noite e apresentava sets mixados do DJ Loop. Isso foi realmente determinante.

2 – Quando ela se tornou profissão?

Especificamente em 1999 fiz minha primeira apresentação profissional como DJ.

3 – Dentro da música eletrônica, como você chegou no techno?

Não acho que houve um caminho que me fez chegar até o techno, quase todas as vertentes da música eletrônica sempre estiveram no meu foco de pesquisa e interesse. De tempos em tempo algum estilo fica mais fértil e criativo, então é natural que as atenções se voltem para tal, mas acho importante não se colocar em uma bolha.

4 – O que não pode faltar no seu estúdio?

Eu sou aficionado por equipamentos vintage, então sempre que tem algum equipamento “novo” ao meu alcance ele se torna o mais importante naquele momento – atualmente tenho me divertido muito com uma groovebox italiana chamada Leploop. Também tenho consciência que as peças fundamentais para um estúdio atualmente são um bom computador e um ótimo par de monitores.

5 – Pra você, inspiração representa…

Estar atento ao que acontecem ao seu redor e não perder de vista a evolução. Resumindo: não se acomodar.

6 – O futuro da música eletrônica no Brasil é promissor?

Estamos em um momento social e político no Brasil em que responder essa pergunta é bem difícil. De qualquer forma. a musica eletrônica sempre foi uma música de resistência e ela se frutificou bastante nesse ambiente. Acho que vamos continuar resistindo, mas a evolução qualitativa que vem sendo mostrada pelos produtores brasileiros é nítida e acho que isso vai continuar assim.

7 – Como você define seu relacionamento com a Nin92wo até aqui?

A Nin92wo desempenha um papel muito importante na cena atual, em especial regionalmente, promovendo novos talentos locais através do selo e também dos eventos que produz, quando dão oportunidade para os artistas locais mostrarem seu trabalho. Minha relação com a Nin92wo é como a relação que se tem com um filho de um grande amigo que você viu nascer e agora está acompanhando de perto o crescimento e fica feliz com cada etapa do desenvolvimento. Também tenho um sentimento de muita honra e gratidão por sempre receber o prestígio e o apoio de todos os envolvidos na gravadora.

8 – Quais foram suas referências para produção da Fractal Dimensions?

Como não tenho uma rotina dedicada a produção, geralmente as minhas produções começam a partir de uma experimentação de algum equipamento ou software, quando alguma coisa soa interessante aquilo acaba sendo um gancho para começar uma música, meio que flui naturalmente. Mas é inegável que no resultado se reconheça alguma influencia dos artistas que você gosta e ouve. Eu ultimamente ando ouvindo muito Radio Slave, Ben Klock, Tale of Us, Trentemoler e outros.

9 – Em uma pista de dança dos sonhos, não pode faltar…

Um bom sound system é importantíssimo, mas na pista dos sonhos o mais importante é um público receptivo as experiências que o artista se propõem a trazer.

Force on the dance floor. 

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